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Empregos no setor metalúrgico disparam no Governo Lula

A subseção Dieese da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) divulgou na semana passada mais um estudo que retrata a realidade do trabalhador metalúrgico no Brasil. Em junho, a indústria metalúrgica registrou a marca de 2,1 milhões de trabalhadores no setor.

Com mais essa marca, os metalúrgicos voltam a patamares vistos pela última vez em 1991. As vagas criadas neste ano representam +5,9% de crescimento, com 116 mil novos postos de trabalho. Em 2007 o saldo entre admitidos e demitidos no mesmo período ficou em 92.499 postos de trabalho, equivalente a +5,1%. Em relação aos últimos cinco anos, este é o maior crescimento, empatando apenas com 2004.

A região Sudeste ainda é a que mais emprega trabalhadores no ramo. São 1.402.053 metalúrgicos, contra 472.091 no Sul, 97.049 no Nordeste, 94.139 no Norte e 34.442 no Centro Oeste. Mas nas regiões Centro Oeste e Sul todos os estados tiveram crescimentos acima da média média nacional (9,08% e 7,97% respectivamente). Os estados que mais se destacaram foram Alagoas (16,37%), Espírito Santo (13,59%), Goiás (11,32%) e todos os estados da região sul.

As maiores campanhas salarias do país, em SP e MG, acontecem justamente neste momento, em que o crescimento não só do emprego, mas principalmente da produção bate recordes no Brasil. Entre janeiro e junho deste ano, as montadoras produziram 1,68 milhão de unidades, o que representa um volume 21,3% maior em relação ao período de janeiro a junho de 2007.

Além disso, a indústria de transformação teve o melhor primeiro semestre desde 2003, quando se iniciou a série histórica dos Indicadores Industriais, medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, as altas de 8,4% no faturamento real do setor já descontados os efeitos sazonais e de 5,9% nas horas trabalhadas, no primeiro semestre deste ano, são os maiores para o período. A utilização da capacidade instalada, de 83,3% em junho, também é a mais elevada, desde 2003.

Desde o início do governo Lula, já são 639.625 novos postos de trabalho. Isto representa um crescimento de 43,8% no número de trabalhadores desde 1º de janeiro de 2003. O setor, que chegou a empregar 2,8 milhões de metalúrgicos, em 1987, passou por crises e viu o número de carteiras assinadas cair assustadoramente, chegando a -52% em dez anos. Assim, 1,5 milhão de trabalhadores deixaram as empresas naquele período.

O pior momento do setor foi em janeiro de 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com apenas 1,2 milhão de trabalhadores metalúrgicos empregados. Entre os anos de 1995 e 2002, no governo anterior, o número de trabalhadores da base teve um corte de 91.632 vagas (-6,2%).

Segundo a técnica do Dieese-CNM/CUT, Adriana Marcolino, a rotatividade no setor chegou a 20,4% no período. "Nos estudos, podemos observar que a rotatividade nos setores da indústria metalúrgica no primeiro semestre registrou 468 mil admitidos, mas 351,7 mil foram demitidos. O que gera um verdadeiro rombo nos cofres públicos, por conta do pagamento do seguro-desemprego".

Para 2008, está previsto um gasto de R$13 bilhões com o benefício. "A rotatividade aumentou em 3,6 pontos percentuais no período, em relação a 2007", concluiu Adriana.

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